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Toxoplasmose: sintomas, tratamento e prevenção

Conhecida também como a doença das fezes do gato, a toxoplasmose(CID10 - B58) é um problema de saúde sério e mais comum do que se imagina. De acordo com o Center for Disease Control and Prevention (CDC), é estimado que 60 milhões de pessoas nos Estados Unidos estejam infectadas pelo parasita responsável pela toxoplasmose, o Toxoplasma gondii. Os países tropicais são os mais suscetíveis a terem a população infectada pelo parasita.


No Brasil, contudo, ainda não há uma estimativa divulgada – os dados mais recentes referem-se a um estudo realizado no fim da década de 70 na cidade de Salvador, o qual mostrou que cerca de 52% das gestantes eram suscetíveis a estarem infectadas pelo parasita da toxoplasmose. Já em julho deste ano, a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, enfrentou o maior surto de toxoplasmose já registrado no Brasil, segundo a Vigilância de Saúde da cidade. A pasta divulgou que 1.786 casos foram confirmados até o mês de junho.


Apesar da grande quantidade de pessoas infectadas pelo parasita, poucas são as que apresentam sintomas e evoluem para a toxoplasmose, uma vez que o sistema imunológico de uma pessoa saudável consegue controlar o parasita. Dessa maneira, indivíduos com sistema imunológico debilitado ou mulheres grávidas devem estar atentos, pois nesses grupos o risco de problemas sérios de saúde ocasionados pela toxoplasmose é alto.


Contaminação


Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os fatores de risco para a contaminação pelo parasita Toxoplasma gondii são:


·        Ingestão de leite não pasteurizado;

·        Ingestão de carne mal cozida em restaurantes;

·        Ingestão de carne crua, principalmente carne de porco, cordeiro e veado;

·        Ingestão de carne mal cozida em casa, tendo manuseado o alimento sem lavar as mãos – o parasita responsável pela toxoplasmose não é absorvido pela pele

·        Contato com ovos crus;

·        Ingerir comida preparada com utensílios, como facas, garfos e colheres, previamente contaminados;

·        Beber água contaminada – tal contaminação pode ocorrer principalmente pela ingestão de água não tratada;

·        Contaminação mãe para filho durante a gestação e amamentação

·        Apesar de raro, há casos de recebimento de órgão transplantado ou transfusão de sangue infectados pelo parasita.


Por sua vez, a contaminação pelas fezes dos gatos pode ocorrer de diversas maneiras, não apenas pelo contato direto com as fezes:


·        Contato com locais contaminados com fezes de gatos que contenham o parasita; principalmente ao limpar a caixa de areia higiênica;

·        Tocar ou ingerir qualquer tipo de objeto ou comida que tenha tido contato com fezes de gato que contenham o parasita;

·        Acidentalmente ingerir terra contaminada – por exemplo, ao não lavar a mão após fazer jardinagem ou comer frutas e vegetais sem os higienizar.


Sintomas


Como citado anteriormente, grande parte das pessoas infectadas pelo Toxoplasma gondii não apresentam nenhum sintoma de que estão com o parasita em seu organismo. Entretanto, podem ocorrer alguns sinais da doença, conforme esclarece o CDC. Tais sintomas estão elencados a seguir:


·        Algumas pessoas infectadas pela toxoplasmose podem se sentir por mais de um mês com sintomas da gripe;

·        Glândulas linfáticas inchadas por mais de um mês;

·        Febre;

·        Dores musculares e fadiga que permanecem por mais de um mês.

·        A forma grave da doença se 


Casos graves


A doença pode se agravar principalmente em pessoas com sistema imunológico debilitado – como portadores da AIDS, em tratamento de câncer ou com órgãos transplantados – ou em recém-nascidos e crianças. Os casos severos em recém-nascidos podem levar a criança à morte, em razão da encefalite – inflamação do cérebro – ocasionada pelo parasita. Entretanto, a mortalidade nesses casos, segundo o CDC, é baixa. A forma grave da doença também pode ocasionar inflamações nos olhos, no coração e nos pulmões.



Diagnóstico


O diagnóstico para identificar a presença do parasita no organismo é simples: a realização de um exame de sangue já pode sanar as dúvidas do médico. A constatação da presença do parasita decorre-se da identificação de um tipo específico de anticorpos.


Como explica o CDC, os anticorpos são um tipo de proteína produzido pelo sistema imunológico para combater substâncias maléficas à saúde. Essas proteínas detectam os intrusos pelos marcadores de superfície celular, chamados de antígenos. Os antígenos incluem:


·        Vírus;

·        Bactéria;

·        Parasitas, incluindo a toxoplasmose;

·        Fungos


Ou seja, caso o sistema imunológico do indivíduo entre em contato com tais antígenos, anticorpos específicos serão produzidos para proteger o organismo de futuras infecções. Dessa maneira, uma vez que a pessoa tenha sido exposta ao parasita da toxoplasmose, o exame de sangue irá apontar a presença de anticorpos específicos. Entretanto, tal resultado não significa necessariamente que há uma infecção ativa atualmente.


Tratamentos


A diretriz do CDC aponta que o médico pode recomendar nenhum tratamento específico contra a toxoplasmose caso não se apresente nenhum sintoma – isso se deve, novamente, pois grande parte das pessoas saudáveis infectadas não apresentam nenhum sinal de infecção severa pelo corpo.


Caso a toxoplasmose se apresente da forma severa e afete os olhos ou órgãos como cérebro coração, dois medicamentos são tipicamente prescritos: pirimetamina, também usada para o tratamento da malária e responsável por diminuir os níveis de ácido fólico, e sulfadiazina, um tipo de antibiótico. Nos pacientes com HIV ou AIDS tais medicamentos devem ser tomados continuamente para o resto da vida. Como efeito das drogas, é comum apresentar uma insuficiência de vitamina B – por essa razão, suplementação não é rara nesses casos.


Prevenção


Para se prevenir do contágio pelo parasita Toxoplasma gondii a dica principal é manter a higiene em dia e seguir algumas indicações de segurança sanitária. Uma das principais recomendações do CDC é cozinhar os alimentos em temperaturas consideradas suficientes para cozinhar a carne por completo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos[1] recomenda os seguintes procedimentos:


·        Para partes inteiras de carne: cozinhar até a parte interna da peça alcançar pelo menos 63° C e deixar a carne descansar – ou seja, após o retirar do forno não cortar a peça - por pelo menos três minutos;

·        Para carne moída: cozinhar até o alimento chegar a 71° C. Não é necessário tempo de descanso;

·        Para carnes de aves: cozinhar até o alimento chegar a 74° C. Para frango inteiro é necessário deixar descansar a peça por três minutos.


Quando a carne já está cozida e não é consumida em sua totalidade, o ideal é armazená-la em temperaturas abaixo de 0° C.

Além disso, outras formas de prevenção elencadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos são:


·        Lavar as frutas e os vegetais antes de consumi-los;

·        Não consumir carne crua ou mal cozida;

·        Não beber leite não pasteurizado;

·        Lavar taboas de corte, pratos e outros utensílios após os mesmos estrarem em contato com carne crua, peixes ou frutas e vegetais não higienizados;

·        Utilizar luvas quando realizar jardinagem ou ao ter qualquer contato com o solo;


Toxoplasmose e Gravidez


A toxoplasmose congênita, aquela que passa de mãe para filho, pode ser fatal para o bebê. A SBP considera que, no caso de a mãe já possuir o parasita ou se infectar nos três primeiros meses de gestação, 15% dos fetos apresentam má formação de órgãos ou óbito fetal.


Para a contaminação no segundo trimestre de gravidez, é estimado que 25% dos bebês apresentarão manifestações subclínicas. Já no caso das mães contaminadas no terceiro trimestre de gravidez, é estimado que 65% dos bebês virão a possuir manifestações subclínicas e um quadro grave de parasitemia – quando o parasita consegue adentrar no organismo do bebê. A SBP ainda lembra que o risco de tais sintomas se eleva para aproximadamente 100% caso a infecção da mãe ocorra no último mês de gestação.


A SBP também considera que a necrose é a lesão universal provocada pela forma grave de toxoplasmose – na infecção congênita, há o acometimento da placenta e de órgãos como pulmões, coração, ouvidos, rins, pâncreas, testículos e ovários, além dos olhos e do sistema nervoso central. O bebê, assim, pode manifestar doenças como a hidrocefalia, que acarreta a destruição do tecido cerebral.


Os dados da SBP também sinalizam que 70% das crianças infectadas não apresentam nenhum sintoma ao nascer e 10% delas são acometidas por quadros graves nos primeiros dias de vida, tais como: corioretinite, convulsão, micro ou hidrocefalia, calcificações cranianas, icterícia, anemia, hiperproteinaquia, febre, hipotermia, hepatoesplenomegalia, icterícia, vômitos, diarréia, linfoadenomegalia, pneumonite, apneia, taquipneia, diátese hemorrágica, rash, catarata, glaucoma e microftalmia.


Pelas repercussões na criança serem graves, há incentivos no Brasil e no mundo para conscientizar mulheres grávidas a se prevenirem da infecção pela toxoplasmose. Em Londrina, no Paraná, por exemplo, foi criado em 2006 o Programa de Vigilância da Toxoplasmose Adquirida na Gestação e Congênita  - quatro anos depois, foi constatado uma redução de 63% no número de gestantes infectadas e de 42% no número de crianças infectadas. O programa consiste, sobretudo, em identificar gestantes suscetíveis à toxoplasmose e em detectar precocemente os casos da doença, para proporcionar o tratamento adequado para prevenir a transmissão do parasita ao feto.


Segundo a Diretriz da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná, o tratamento, caso ocorra a contaminação da mãe, envolve a administração de medicamentos que atuam sobre a infecção placentária e parasiticidas, que eliminam os agentes que atravessam a barreira placentária e acometem o feto. Tais medicamentos devem ser administrados até o final da gestação.


Toxoplasmose Ocular


Como citado anteriormente, a toxoplasmose pode acometer os olhos e é denominada de toxoplasmose ocular. De acordo com o CDC, 2% dos infectados adultos nos Estados Unidos apresentam a toxoplasmose ocular e apresentam lesões nos olhos.


Os sinais e sintomas de que a doença afetou os olhos incluem diminuição da visão, visão borrada, dor no olho, fotofobia, relato de “moscas” ou pontos pretos na visão, olhos avermelhados. É possível diagnosticar a doença por meio de um exame de mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta).


Este exame é realizado por um médico oftalmologista, especialista em retina, também chamado de retinólogo. Em Maringá, a SEUMED possui uma equipe completa de oftalmologistas para te atender, caso precise de um retinólogo, clique aqui para agendar seu consulta.


A razão para tais sintomas é a mesma do acometimento dos outros órgãos: o parasita infecciona o olho e, se não tratada, a infecção pode levar a lesões na retina. Caso tais lesões não sejam estabilizadas em tempo hábil, pode ocorrer perda de parte da visão ou até cegueira.


O tratamento para a toxoplasmose ocular segue os mesmos princípios da toxoplasmose que pode acometer os outros órgãos. O médico usualmente prescreve uma associação de antibióticos de amplo espectro associados com colírios anti-inflamatórios, por vezes com uso de corticóide. Os colírios denominados cicloplégicos – que dilatam a pupila – podem ser utilizados para diminuir a dor ocular.


Apesar do tratamento ser conhecido, as lesões são dificilmente recuperadas, já que se formam cicatrizes na córnea e em outras estruturas nos olhos. Além disso, mesmo após a conclusão do tratamento, é importante ficar atento em períodos de baixa imunidade, pois a toxoplasmose ocular pode ocasionar novos danos no olho.